quarta-feira , 22 novembro 2017
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Morto vivo: familiares aguardam corpo de homem para ser velado, mas, suposto morto chega em casa ‘vivo’




Um homem considerado morto reaparece em Condado. Tudo começou quando um corpo foi encontrado no lixão da cidade e a família de Geraldo Luiz dos Santos, Geraldinho, o identificou como sendo o dele.

Após a realização da perícia, o corpo foi encaminhado para o GEMOL de Patos e para surpresa de todos, Geraldinho apareceu em casa vivo.

O delegado Demetrius Patrício, explicou ao repórter Airton Alves, que no dia 08 de novembro do corrente ano, a delegacia foi acionada por populares dizendo que um cadáver foi encontrado no lixão de Condado.

“Quando chegamos lá, familiares já estavam no local e em tese, já reconheceram o cadáver como sendo da pessoa de Geraldo Luiz dos Santos. Requisitamos o exame pericial no local de suspeita e também acionamos o rabecão para levar o corpo para o IPC”, disse.

De acordo ainda com o delegado, no exame, os peritos não evidenciaram nenhuma lesão aparente e inicialmente foi levantada a hipótese de morte natural. Os familiares relataram que ele sofreia de epilepsia e era catador de lixo, uma vez que entende-se que não haveria complicação com relação ao local do encontro do cadáver.

Porém, após o corpo ser encaminhado ao IML e realizada a perícia, foram constatados a entrada de duas lesões na cabeça provocada por arma de fogo. O local e a falta de iluminação camuflaram as lesões bem como ‘cogumelo de espuma na boca’, como disse o delegado.

O curioso dessa história sobre essa morte foi que a família estava em casa aguardando o cadáver para ser velado, quando o homem aparece em casa, vivo!

“OS familiares já em casa aguardando o resultado da pericia quando o ‘morto vivo’ aparece às 09 horas da noite em casa. Aquele susto inicial com os parentes porque até então ele era dado como morto e imediatamente eles compareceram aqui na delegacia relatando o equívoco apresentando o morto vivo aqui e também solicitando a documentação dele”, explicou sobre o susto.

O IPC foi comunicado e os verdadeiros familiares do morto chegaram e reconheceram Repri Monteiro Dantas, 39 anos, natural de Campina Grande.

O caso sobre esse crime será repassado ao delegado Edson pedrosa, responsável pela delegacia de Condado.

Os familiares de Geraldo Luiz disseram na delegacia que entendeu que se trataria dele devido à semelhança na estatura, cor de pele e por ele ser catador e o corpo ser encontrado no lixão.

 

Da redação – Acilene Candeia
redacao@conceicaoverdade.com.br

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