segunda-feira , 16 outubro 2017

Bateu Saudade




Recentemente, para ser mais preciso, no dia 24 de janeiro deste ano de 2014, fui a minha querida terrinha, Conceição, assistir e participar como padrinho do casamento de um sobrinho querido.

Ao entrar na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e ficar sentado ao lado do lindo altar, que tem ao centro e na parte superior a imagem de Nossa Senhora da Conceição, confesso que senti saudades do meu tempo de criança, de jovem adolescente e de quando ali vive.

Fiquei ali pensativo, paralisado olhando para o nada e cheguei à conclusão de que saudade do que existe, não é saudade, é lembrança, pois, saudade só é saudade quando não há mais esperança.

O poeta Antônio Pereira, nascido em Livramento aqui no nosso Estado da Paraíba, em versos disse:

“Saudade é um parafuso que quando na rosca cai, só entra se for torcendo, porque batendo não vai. Depois que enferruja dentro, nem destorcendo não sai.”

“Se quiser plantar saudade escalde bem a semente. Plante num lugar bem seco onde o sol seja bem quente, pois se plantar no molhado quando crescer mata a gente.”

“Saudade mata é verdade, mas dessa morte eu me esquivo. Não vamos morrer de saudade se é de saudade que eu vivo.”

Olhei tudo que me lembrava a minha vida por ali e confesso: “bateu saudade”. Saudade de todos os meus e todos os amigos que se foram, dos amigos que ainda estão por lá e dos que se foram a busca de novas vidas e de novas oportunidades, finalmente, senti e sinto saudades de tudo como era antes.

Ao sair da Igreja, na descida dos degraus, vi a praça que muitas lembras me traz. Lembrei que ficávamos passeando ao redor da praça em bando jogando conversa fora ou pegados na mão da namorada, como se o tempo não passasse e não existisse. O tempo passou e as lembranças não saem.

Alfredo Sá Neto

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